Vitrine de Curiosidades /24
Reprodutor a stencil
Edifício de São Francisco | Memórias, de 13 de abril a 8 de maio
A duplicação de documentos foi, ao longo de séculos, uma tarefa demorada que obrigava a uma revisão criteriosa. Um jovem húngaro, David Gesterner, cuja função era copiar diariamente os registos do armazém onde trabalhava, desenvolveu, em 1854, um aparelho que revolucionou totalmente este processo, tornando-o mais rápido e fiável. O Gestetner Cyclostyle Machine possibilitava a reprodução de diversas cópias de documentos, através do uso de um stencil e de um estilete, a Cyclostyle pen, também patenteado por Gestetner.
Em primeiro lugar, colocava-se o stencil, uma folha de papel recoberta de cera,  na armação inferior do copiador com placa de metal, de forma a, por perfuração, criar uma matriz do texto a copiar. Posteriormente, o stencil já perfurado passava para a armação superior, sendo inserida, na armação inferior, uma folha em branco. O próximo passo consistia em rolar o cilindro, à mão, para espalhar uniformemente a tinta no stencil, de modo a transferir o texto. Por fim, o papel impresso era retirado e introduzido outro. David Gestetner foi viver para Londres, em 1881, e em 1906 abriu a Gestetner Works, que laborou até à década de 1970, e teve, nas décadas de 50 e 60, mais de 6000 funcionários. O exemplar exposto integra a Unidade de Ciência e Técnica do MAH, tendo sido doado pela Direção das Obras Públicas de Angra do Heroísmo, em 1978.