Nove séculos de amoedação portuguesa
A doação de Luís Filipe Thomaz - primeira parte
2.º Momento da Exposição Do Mar e da Terra… uma história no Atlântico, 1 de julho a dezembro de 2021
O Museu de Angra do Heroísmo inaugura a 1 de julho, pelas 21h00, a mostra Nove Séculos de Amoedação Portuguesa — A doação de Luís Filipe Thomaz — primeira parte, a qual será complementada por uma comunicação do colecionador intitulada “Eu e a minha Coleção de Moedas”.
Tendo como núcleo moedas herdadas dos tios, algumas das quais doadas por D. Luís, o rei numismata, com destaque para um belíssimo real de prata de 10 soldos de D. Fernando I e uma soberba dobra de D. João V, a coleção foi meticulosamente constituída de acordo com critérios que refletem uma perspetiva que, mais do que a de um numismata, foi a de um historiador, valorizando a moeda, sobretudo, enquanto testemunho de uma época, de uma situação política ou de um contexto cultural e a quem, por isso, não interessaram singularidades nos cunhos ou datas insólitas.
Ligado à ilha Terceira por relações genealógicas, estabeleceu também com Angra do Heroísmo ligações afetivas, dado que a frequenta desde 1959. Contudo, é primordialmente a tradição cosmopolita desta cidade que, durante pelo menos três séculos, foi escalada por embarcações provenientes da India e do Extremo Oriente, do Brasil, da costa africana e da América Espanhola, que vai justificar esta magnânima oferta de inestimável valor cultural ao Museu de Angra do Heroísmo.