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Retalhos: uma abordagem ao patchwork açoriano
Sala do Capítulo, 3 de março a 15 de abril
Esta exposição apresentada pelo Museu de Angra do Heroísmo, no âmbito de uma colaboração estabelecida com o Centro Regional de Apoio ao Artesanato, resulta de um trabalho de levantamento e investigação do património etnográfico açoriano efetuado pelo CRAA, que visa valorizar e dignificar as produções artesanais dos Açores.
A designação inglesa patchwork, literalmente “trabalho com retalhos”, define uma técnica de união de tecidos numa infinidade de formatos. De origem rural e de gosto bem popular nos Açores, os trabalhos executados em retalhos ficaram também conhecidos por “trabalhos loucos” e caracterizam-se pela rusticidade da matéria empregue, muitas vezes resultante do reaproveitamento de desperdícios de tecidos, pela multiplicidade estética e pela sua multifuncionalidade.
Mantas, tapetes, abafadores, sacas, painéis decorativos e outras peças pertencentes ao espólio etnográfico do CRAA, a vários museus da Região e a particulares traduzem a mestria de uma arte no feminino, de saberes herdados e de vivências partilhadas transferidas para o universo dos têxteis, ilustrando paralelamente a evolução de gostos, materiais e técnicas.
   

Residência Criativa Sobre Recortes e Embutidos em Madeira
Auditório do MAH, 6 a 29 de abril. Inauguração a 6 de abril pelas 18h00
No âmbito do projeto Craft & Arts, promovido pela Vice-Presidência do Governo, através do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA) propõe-se uma abordagem formativa às atividades artesanais, baseada no desenvolvimento de competências de empreendedorismo e inovação, que permita às empresas artesanais uma maior diversificação e diferenciação de produtos. 
A residência promoveu a criação de produtos artesanais diferenciados, baseados num recurso endógeno transversal a todas as ilhas, a madeira, potenciando uma maior notoriedade e, consequentemente, uma maior valorização e mais oportunidades de negócio, através da conquista de novos mercados para além dos tradicionais. 
Envolveu a participação de 2 unidades produtivas artesanais das artes do embutido e da madeira, nomeadamente Susana Almeida e Francisco Pereira, e da designer de produto Susana António, bem como a colaboração da Direção Regional do Ambiente e da Direção Regional dos Recursos Florestais.

   
Aquedutos: Água e Património | fotografia de Pedro Inácio
Sala Dacosta, 17 de fevereiro a 8 de abril
As imagens presentes nesta exposição resultam do levantamento fotográfico, iniciado em 2007, realizado por Pedro Inácio para um trabalho de investigação sobre alguns dos antigos aquedutos existentes em Portugal, Espanha e França.
Parte destes monumentos remontam ao tempo dos romanos, pioneiros na construção de numerosos aquedutos por todo o seu antigo Império. Atualmente, existem magníficos testemunhos destas construções hidráulicas em diversos países europeus, designadamente em Espanha, França, Itália, Portugal e Turquia.
Entre os aquedutos selecionados que integram a presente exposição, seis são romanos, construídos no século I d.C. e localizados em Conímbriga (Portugal), Mérida e Segóvia (Espanha) e Fréjus (França). Os restantes alguns classificados como Património da Humanidade pela UNESCO, remontam aos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX.
   
2007 © Museu de Angra do Heroísmo. Todos os direitos reservados. Última actualização a 2018-04-19