A referida instalação estará patente ao público até 9 de Outubro, podendo ser visitada no horário normal de funcionamento do Museu: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17horas, aos Sábados e Domingos, das 14 às 17 horas. Ao Domingo a entrada é gratuita.

A 27 de Maio, pelas 18 horas, o Museu de Angra do Heroísmo inaugura, na Sala Dacosta, a exposição Museu) em (Aberto, da autoria de António Araújo. Nesta instalação, António Araújo recorre ao vídeo para explorar 6 peças do acervo do Museu de Angra do Heroísmo que foram já alvo da sua objectiva na rubrica Museu Aberto, publicada quinzenalmente na revista do Diário Insular, desde 2006.
A esta primeira tentativa de abrir ao público o vasto espólio do Museu de Angra do Heroísmo, mediante o recurso a uma perspectiva pessoal capaz de valorizar esteticamente as peças e de dar conta do seu valor e significado histórico, cultural e afectivo, seguiram-se duas exposições em telas de grandes dimensões, afixadas nas fachadas da Igreja de Nossa Senhora da Guia, da Caixa Geral de Depósitos e da Igreja da Misericórdia de Angra, numa iniciativa que visou aproximar ainda mais os terceirenses do seu Museu.
Em o Museu) em (Aberto, o dinamismo inerente ao novo suporte utilizado por António Araújo permite-nos acompanhar o percurso traçado pelo seu olhar que deambula e esquadrinha, detendo-se curioso e apreciador, embevecendo-se e encantando-se, numa rota de descoberta que decompõe cada uma das peças para a reconstituir numa mais rica e renovada composição. As peças exploradas são de natureza variada, dando conta da natureza rica e heterogénea do acervo desta instituição. Das mesmas salientamos, pelo requinte da manufactura, um tabuleiro de xadrez em marfim, do século XVIII, de origem chinesa, e, pela sua representatividade em termos da memória colectiva angrense, uma casaca bordada do cavaleiro tauromáquico terceirense Virgínio Pedro Ávila. O conjunto de vídeos é completado por duas peças de arte sacra, a Última Ceia, atribuída aos mestres da Sé de Angra (séc XVII), e o Arcanjo S. Gabriel, magnífica peça de estatuária barroca; um prelo belga do século XX, e a oficina de ferreiro que integra a Bateria de Artilharia Schneider-Canet, único conjunto completo do género em instituições museológicas, parcialmente apresentado na exposição "E o aço mudou o mundo… Uma Bateria de Artilharia Schneider-Canet nos Açores".

Reportagem 5 minutos de Cultura